13 de novembro de 2017

Permanecendo fiel em tempos de infidelidade

09:50

A Bíblia relata a história de quatro jovens que passaram por várias circunstâncias desafiadoras no decorrer de suas vidas. Esses jovens conheciam o Senhor Deus e eram seus servos, porém cresceram em um período de crise espiritual em sua terra. Judá em sua teocracia estava regida por reis que eram retratados como aqueles que fizeram “o que era mau aos olhos do Senhor”. O povo estava vivendo um tempo de apostasia, idolatria e dureza espiritual. Haviam abandonado os princípios divinos e estavam seguindo os caminhos de seus próprios corações. Quando Deus em Sua misericórdia enviava profetas, incessantemente, para que se arrependessem e não vissem o seu juízo, eles zombavam deles e desprezavam as suas palavras, de sorte que Ele lhes enviou ao cativeiro. O Senhor entregou o seu povo nas mãos do rei da Babilônia por causa dos seus pecados, e assim, eles foram levados cativos e a sua terra foi devastada. Os utensílios da casa do Senhor foram levados e colocados no templo pagão do rei babilônico, restando apenas para o povo tristeza, luto e miséria.

6 de novembro de 2017

“Um coração com Cristo é um missionário. Um coração sem Cristo é um campo missionário”

14:43

Somos convencidos de que nossa missão, como servos do Deus altíssimo, é propagar o seu Evangelho redentor ao mundo, como também constitui um nobre privilégio da Igreja o dever de anunciar o princípio absoluto de Deus, Jesus Cristo, nosso mediador. Tal entendimento não é errôneo, pois, as Sagradas Escrituras asseveram que devemos ir por todo mundo anunciar o Reino de Deus a qualquer criatura (Marcos 16.15). Todavia, quando se parte para alcançar “toda criatura” há um entendimento de que o “ide” é restrito à outra etnia que não seja a sua, e assim, muitos esquecem de que o primeiro passo na vida missionária é ser um imitador de Cristo em seu lar, em seu trabalho, em sua faculdade ou em sua escola. E muitos partem dessa premissa. Esquecem-se de que ser missionário constitui, primariamente, seguir os passos de Jesus em sua comunidade, zelando por um testemunho autêntico e abnegado, e trazendo em seu corpo as marcas de que ser um cristão, é ser um missionário a partir do momento em que se compreende a mensagem da cruz ensanguentada de Cristo Jesus.

30 de outubro de 2017

Voltemos às veredas antigas

09:40


A história da nossa fé é preciosa e fazemos mui bem em conhecê-la, seja para não repetirmos os erros que há muito tempo foram cometidos, seja para preservar os elementos essenciais à nossa identidade. No entanto, podemos cair em dois extremos que, normalmente, nos inclinamos quando olhamos para o passado. O primeiro extremo é romantizar alguma época, lhe atribuindo caráter normativo, como sendo o ideal para todos os tempos. O outro extremo é desprezar o passado, como se nada de valor ou de alguma importância real em nossos dias pudesse ser encontrado.

23 de outubro de 2017

Série: A gloriosa doutrina da justificação - Qual o meio?

09:53

Fe é... uma coisa maravilhosa; envolve uma mudança de toda a natureza do homem; envolve um ódio novo pelo pecado e uma fome e sede novas pela justiça. Uma mudança tão maravilhosa como essa não e obra do homem. A fé, em si mesma, é-nos dada pelo Espírito de Deus. Os cristãos nunca tornam a si mesmos cristãos, mas são feitos cristãos por Deus” (Machen , J. Gresham. What is faith? New York: Macmillan, 1925. p. 203.)

16 de outubro de 2017

Série: A gloriosa doutrina da justificação – A necessidade

21:09

“Graça maravilhosa! Como é doce o som
Que salvou um miserável como eu!
Eu estava perdido, mas agora fui encontrado
Era cego, mas agora vejo [...]”
(Graça Maravilhosa – John Newton)

O tão famoso hino Graça Maravilhosa, no original Amazing Grace, de John Newton possui cerca de dois séculos de existência, porém, continua reverberando no coração daqueles que o leem ou o ouvem até hoje, pela profundidade de suas palavras, e pela vida de seu compositor. John Newton nasceu em 1725, em Londres, e antes de ser cristão, vivia uma vida devassa e blasfema, sendo popularmente conhecido dessa maneira. A sua história é muito conhecida pela transformação que Deus operara nele: de um traficante de escravos blasfemo a um pregador piedoso, e ainda mais tarde, um abolicionista. Porém, além de mercador de escravos, Newton também foi um escravo, e passou por um processo precário, com um senhor bastante rude e cruel, durante quinze meses na África. Ao relatar sobre este período, ele usa estas palavras: “Eu me tornei, de fato, embora não nominalmente, um cativo e um escravo, fiquei deprimido até o mais baixo grau da miséria humana.”¹ Sobre isso, John MacArthur afirma:

“O testemunho singular de Newton lhe deu um senso de apreço pela misericórdia resgatadora de Deus em sua vida. Suas experiências passadas o ajudaram a entender o que, de fato, significava ser um escravo do pecado – ser oprimido sem misericórdia e explorado por um mestre perverso [...] Ele retratava a si mesmo, em sua condição de perdido, como o ‘escravo voluntário de todo mal’ e como ‘um escravo cego de satanás’, o qual, se Cristo não houvesse resgatado, ‘ainda estaria cativo’.”¹

Portanto, Newton pôde apreciar a graça divina de uma forma mais fulgurante por causa de suas experiências, e pôde escrever de uma maneira mais profunda sobre o que significa ser um escravo do pecado.

É isso o que éramos à parte da graça de Deus: escravos do pecado e cativos de nossos próprios desejos, deste mundo, e de Satanás! O apóstolo Paulo escrevendo aos efésios disse:

“Ele vos deu vida, estando vós mortos nas vossas transgressões e pecados, nos quais andastes no passado, no caminho deste mundo, segundo o príncipe do poderio do ar, do espírito que agora age nos filhos da desobediência, entre os quais todos nós também andávamos, seguindo os desejos carnais, fazendo a vontade da carne e da mente; e éramos por natureza filhos da ira, assim como os demais”. (Ef 2:1-3)

Estávamos mortos, destituídos de vida espiritual, e andávamos segundo o caminho dos nossos próprios desejos carnais, cumprindo a vontade do príncipe deste mundo, sendo naturalmente, filhos da ira de Deus. À vista Dele não havia nenhum justo, pois todos se desviaram dos Seus caminhos.

“Não há justo, nem um sequer. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Todos se desviaram.” (Rm 3:10-12)

Somente nos apartamos do maior bem que um dia já recebemos: Deus. Esse é o caminho pelo qual andávamos todas, queridas irmãs, longe Dele, e distantes da Sua perfeita vontade. A necessidade da justificação surge a partir da funesta insuficiência do homem em relação ao Senhor.

A Justificação é um termo forense, e alude que Deus optou por nos declarar justos à Sua vista, porque Alguém (Jesus) decidiu pagar a nossa pena. Jesus Cristo se ofereceu diante de Seu Pai como o nosso substituto, preferindo carregar a nossa culpa a fim de podermos ser perdoados por Deus, e aceitos por Ele. Em nós não havia nenhum mérito ou condição de compensação pelo nossa maldade, porém, Deus tratou o seu filho como culpado, para que fôssemos tratados como justos. Ele nos recebe como filhos amados, não pelas nossas obras, não por nossa dignidade, mas pelas obras e pela dignidade de outrem: Jesus Cristo. A Sua justiça nos é imputada, sendo creditada em nossa conta, e assim as suas obras repousam sobre nós, e ao nos contemplar, Deus vê o seu Filho. Portanto, o Senhor nos declara justos, somente em Cristo Jesus. Como bem disse Paul Washer²:

Só podes ser abençoado em alguma coisa, porque ele morreu amaldiçoado em tudo.”

E dessa forma, podemos concluir com Paulo:

“Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.” (Rm 8:33-34)

Se o próprio Senhor nos declara justos perante o seu trono, quem poderá nos trazer acusação? Ninguém mais poderá nos condenar, pois Alguém morreu e ressuscitou em prol de nossas almas, e intercede em nosso favor!

A graça de Deus é maravilhosa porque nunca fizemos nada para merecê-la, mas pelo contrário, somente nos afastamos de qualquer dignidade dela. Através de Jesus Cristo recebemos a bênção da Justificação, de forma que tudo o que conhecemos é graça. Como diz um trecho de uma das versões da tradução da letra “All havei s Christ”, de Sovereign Grace:

“Você olhou para o meu estado lastimável
E me levou a cruz
E eu descobri o amor de Deus revelado
Você sofreu em meu lugar
Você suportou a ira reservada para mim
Agora tudo que eu conheço é graça.”

O correto entendimento da graça de Deus deve nos levar ao lugar da adoração, nos esvaindo de todo orgulho humano e tributando toda a glória a Ele. Se não fosse o Seu amor, e se não fosse a Sua graça, estaríamos perdidas em nós mesmos. Mas, glórias a Deus por Jesus Cristo, e a Ele, somente a Ele todo o mérito da Justificação.


Thayse Fernandes
__________________________
¹ MACARTHUR, John. Escravo: A verdade escondida sobre nossa identidade em Cristo. São José dos Campos: Fiel, 2012.
² Pregação: Jesus Cristo Justo e Justificador. 

9 de outubro de 2017

Série: A gloriosa doutrina da justificação – O que é?

08:40

No poema “Paraíso Perdido”, de John Milton (1608-1674), no canto III, o poeta monta uma cena na eternidade, em que Deus, assentado em Seu trono, vê Satanás voando em direção a Terra para tentar o homem. Inicia-se então um diálogo entre o Pai e o Filho, e, Deus Pai, sabendo da Queda que se sucederia, demonstra Seu propósito de graça, momento em que Deus Filho se oferece, espontaneamente, como Redentor do homem: