8 de fevereiro de 2016

A identidade da serva de Jesus Cristo


A autenticidade de uma pessoa consiste nas características daquilo que possui, tornando-se possível sua identificação. Nas Sagradas Escrituras, vislumbramos a revelação do Senhor Jesus Cristo como Filho de Deus e membro da divindade, pois, foi adorado como Deus (Mateus 14.33), mostrado também como Deus Onipotente (Mateus 8 26-27), Onipresente (Mateus 18.20) e Onisciente (Mateus 17.22-23). Enfim, a Bíblia manifesta as características que apontam para a plena divindade de nosso Senhor Jesus Cristo legitimando que Ele é tanto Filho de Deus quanto uma das pessoas da Trindade. Dessa maneira, é fundamental que sejam resplandecidas em nós as características de servas de Deus, porque se assim somos, precisamos que essa realidade seja testemunhada ao mundo.

É possível especificar algumas peculiaridades que devem compor a identidade de uma serva de Cristo. Entre outras estão a santidade, a paciência e o amor. Essas características são fruto da ação do Espírito Santo em nós, é Ele quem regenera e conduz a toda verdade, que é o Consolador e Preservador de nossas almas.

Tendo como princípio basilar a primazia da santidade de Deus (Isaías 6.3), a santidade é um atributo que só encontramos genuinamente no Deus incorruptível, mas que pode ser manifestada em nossas vidas, ainda que nesse mundo nunca alcançaremos a completa santidade de nosso ser, podemos sim, exercitá-la e progredir nesse caminho no qual fomos postas a partir do momento em que fomos regeneradas. Mas para crescermos em santidade é necessária uma vida de devoção a Deus, buscá-lo continuamente em oração e meditação da Palavra, como também comunhão com os irmãos e adoração. Devemos ser servas boas e fiéis (Mateus 25.21). O mundo em trevas necessita que reflitamos a luz da santidade de nosso Pai em nós.  

No que diz respeito à paciência, esta é listada como um fruto do Espírito (Gálatas 5.22). É possível apreciarmos um grande exemplo que a Bíblia apresenta sobre ser paciente em meio às circunstâncias adversas da vida, é o caso de Ana. A mesma sustentou durante alguns anos severas críticas destrutivas da outra mulher de seu marido (1Samuel 1.6). Contudo, Ana não esmoreceu a fé no Senhor, pois, embora estivesse angustiada e aflita ela orou e chorou muito diante de Deus, e logo após, sua aparência deixou de ser triste e no tempo determinado o Senhor concedeu-lhe um filho (1Samuel 1.20). Portanto, quando compreendemos quem Ele é, quando nossa vida honra a Sua soberania, quando entendemos que somos criaturas pecadoras remidas pelo sangue de Jesus, é então que estamos mais perto de desfrutar de um relacionamento íntimo e seguro que só encontramos no andar com o Deus Santo e Justo. Vivemos em um mundo imediatista e nossos prazos são para ontem, mas Deus não se dobra a nossa pressa e no caminhar com Ele teremos de ter paciência, e como um agricultor, plantar e esperar o tempo certo da colheita.

Por conseguinte, podemos apreciar o amor também como um fruto do Espírito (Gálatas 5.22). As Sagradas Escrituras nos deixa como maior mandamento: 


“Amar a Deus sobre todas as coisas, de todo coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças” (Deuteronômio 6.4). 

Esse amor a Deus deve ser testemunhado no amor ao próximo e no zelo pela glória de Seu Admirável Nome. Deus criou todas as coisas para a sua glória e por isso devemos glorificá-lo, honrá-lo e atribuir-lhe todo poder. Sendo assim, como servas obedientes e fiéis, devemos depositar toda segurança no Autor e Consumador da nossa fé buscando testemunhar em nossas vidas essas características que apontam para a transformação realizada por Deus na vida daqueles que Ele chamou para fazer parte do Seu povo.

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