26 de dezembro de 2016

Série: O que tem nele que falta em mim – A Masculinidade expressa no casamento.


“Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” (Efésios 5.25)

Segundo a Palavra de Deus, o modelo bíblico para todos os maridos encontra-se na pessoa de Jesus Cristo. Quando o apostolo Paulo descreve o papel do esposo, segundo o padrão de Deus, no versículo supracitado, ele deixa claro no contexto do mesmo, que é impossível alcançá-lo através de esforços próprios. Só o Espírito Santo é quem pode conceder sobrenaturalmente, ao nascido de Deus, um desempenho satisfatório. Para tanto se faz necessário buscar constantemente encher-se do Espírito através do estudo da Palavra, oração e vida de piedade (Ef. 5.18), para ser controlado por Ele e não se deixar dominar pelo egocentrismo, fruto carnal. Percebemos que alguns casamentos começam e terminam por motivos errados, a busca em se satisfazer no outro tem gerado muita decepção aos cônjuges, pois se busca a felicidade pessoal e não proporcioná-la ao outro.

As mulheres cristãs desejam homens para casar que se pareçam com Cristo, contudo, encontrar entre os homens o esposo, como descrito acima, “que morre para dar vida à esposa”, não é algo fácil, pois tal amor não é carnal, mas sim, espiritual.  O que inspira o cônjuge ao amor fiel e dedicado, assim como a sujeição ao padrão bíblico não é simplesmente o amor ao outro e sim o amor que ele devota a Deus. Assim afirmou Jesus ao ser interrogado pelos fariseus sobre qual seria o maior mandamento, aquele que existindo na vida do homem o faz entender que Deus esta nele e ele esta em Deus, ao que Ele respondeu: “o amor a Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo entendimento”, Tê-lo como razão primeira e ultima da existência e satisfação (Mt. 22.37). Deus requer de todo o novo nascido uma dedicação integral, toda capacidade, faculdade, coração e alma e a partir desse amor fica estabelecido o padrão para desenvolver todos os demais relacionamentos. Semelhantemente amaras ao próximo como a ti mesmo (Mt. 22.39).

Muitos homens são devotos de seus carros, suas casas, seus empregos, seus cargos na igreja, sua dominação sobre a esposa e filhos, ou mesmo a devoção exacerbada a própria esposa, ultrapassando muitas vezes a dedicação e o amor a Deus. O amor centralizado em pessoas e coisas, como razão última da existência e satisfação humana, pode destruir àquele que ama, transformando-o naquilo que é o objeto desse amor, fazendo-o escravo. Mas, opostamente, o amor devotado a Deus constrói, modela, e transforma a vida e caráter daquele que se aproxima Dele, gerando um equilíbrio para amar a esposa sem se fazer refém ou algoz. Esse amor não é apenas um sentimento, mas uma decisão em obediência ao mandamento que possibilita a transformação do que ama conformando-o ao objeto amado, no caso Jesus Cristo.

O verdadeiro amor tem por base o conhecimento da vontade revelada de Deus, sua Palavra. É impossível ser e viver conforme a imagem de Cristo sem o conhecimento e obediência a Palavra de Deus. O apóstolo João afirma que “o verdadeiro amor a Deus está em guardar a sua Palavra e andar nos seus caminhos, em submissão a sua vontade em detrimento da nossa (Jo. 14.21; I Jo. 2.5-6)”. Quem assim age e se comporta pode amar de maneira genuína e verdadeira o seu próximo, seja esposa ou filhos (I Jo. 4.20).

Quanto mais ama a Deus, mais o esposo se parece com Cristo. Ele veio a esse mundo fazer a vontade do Pai, reconciliar o mundo com Deus através da entrega da sua vida, o que implicou em sua morte substitutiva. Na iminência da crucificação, em grande angustia, pediu ao Pai para afastar dele o cálice que estava para beber, mas rendeu-se ao pai e pediu que a vontade Dele prevalecesse em detrimento da sua ( Mt. 26.39, 42).

O devotado amor a Deus muda o homem por completo, possibilitando-o a refletir em sua própria vida a imagem do Criador. Essa mesma postura encontramos na vida de Esdras, o sacerdote, que retornou do cativeiro babilônico para Jerusalém. Ele buscou a Lei de Deus com a intenção de conhecê-la, obedecê-la e ensiná-la ao povo (Ed.7.10), semelhantemente, o profeta Daniel nos ensina que quando a Palavra de Deus habita no coração, gera valores desconhecidos a esse mundo: uma conduta integra e o agir de uma só maneira, preferindo perder a vida a desobedecer a Deus.  O rei Davi escreve que aborrece a duplicidade, mas ama a Lei do Senhor (Sl. 119.113).

Diante dos argumentos aqui apresentados, entendemos que não há nada que possa levar o homem a assumir o papel de marido bíblico como sacerdote, provedor e protetor da esposa, se Deus não for o foco do seu coração, sua devoção e seu maior anelo.  Pois esse amor uma vez confirmado, através da obediência amorosa o habilitará a ser o esposo que toda esposa deseja, como Jesus Cristo no amor à igreja, pois, nós nos tornamos naquilo que amamos e admiramos.

Miss. Rosali Melo Pinto
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Rosali é natural de Campina Grande-PB, cidade onde reside. É casada e mãe de três filhos. É membro da Igreja Congregacional, bacharel em teologia pelo STEC e professora de seminário. 

2 comentários:

  1. E cada dia me convenço mais que Deus é zeloso, quando venho aqui .. me deparo com o amor dEle por nós, trazendo algo tão especial a sua preciosa palavra através das vida de vocês moças, mulheres do Reino. Estou muito feliz com a leitura deste contexto, a você Miss Rosali meu muito obrigada por aprender contigo algo tão especial. Graça e paz.

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    Respostas
    1. Amém, Eva!

      Somos gratas por todo o carinho que demonstras, nos alegramos muito com suas palavras. Que o Senhor continue te abençoando!

      Abraço

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