17 de abril de 2017

Aperfeiçoa-me, ó Deus, na alegria da tua graça


Na epístola aos Efésios, o apóstolo Paulo declara que a salvação é por meio da Graça de Deus, mediante a fé no Senhor Jesus Cristo e não vem de obras (Efésios 2.8). Dito isto, “graça” significa favor imerecido ou favor dado sem que seja ganho por esforço algum. Assim, somos indignos e não podemos trabalhar por ela, pois, graça depende exclusivamente da vontade de Deus, é um dom do Senhor (Efésios 2.8). Portanto, o Deus soberano nos elegeu nEle, antes da fundação do mundo e nos predestinou para sermos santos e irrepreensíveis assim como Ele é (Efésios 1.4-5) a sua graça foi dada de modo gratuito e incondicional (Efésios1. 6) tornando-se, assim uma certeza maravilhosa da redenção que há no sangue do Cordeiro imaculado segundo a riqueza de sua graça.

Contemplamos, dessa maneira, que a maior alegria para o cativo é receber o dom de Deus, a salvação por meio da fé em Jesus Cristo, pois somente nEle há vida eterna. Uma vez que o deleite de nossa alma concentra-se na felicidade de sermos participantes dos sofrimentos de Cristo e de sua glória (1Pedro 4.13), assim, nenhuma ideologia ignóbil desse mundo poderá ofuscar a majestosa confiança no fiel Criador, pois o Senhor é um esconderijo nos momentos de angústias (Salmos 32.7), há alegria e regozijo no seu amor (Salmos 31.7) e fortalece-nos na fé, no amor e na esperança (1Tessalonicenses 1.3). Portanto, o Senhor está solícito para com seus filhos e alegra-se com eles.

Notemos, pois, que outrora estávamos mortos em nossos delitos e pecados (Efésios 2.5) e assim afastados da glória de Deus, todavia, Cristo nos foi dado como sacrifício propiciatório para redenção de nossos pecados e, por isso, fomos justificados gratuitamente pelo seu sangue que nos purifica (Romanos 3.23-25). Vejamos que a maior dádiva nos foi concedida, de modo incondicional, e diante de tamanho privilégio devendo ser, assim, a nossa triunfante alegria. Que o nosso deleite e regozijo sejam na busca por conhecer a Cristo Jesus. Façamos como o apóstolo Paulo que teve como alvo a cruz do Filho Único de Deus e passou a considerar as demais coisas como perdas, por amor de Jesus seu prêmio genuíno e sua alegria renovadora (Filipenses 3.14).
 
Portanto, que nossa oração ao Senhor seja para que venhamos a sermos servas aperfeiçoadas por sua graça, com o anseio pelo ensinamento da justificação para desfrutarmos das maravilhas da sua divindade. Por fim, destaco um belíssimo exemplo de uma serva piedosa que foi aperfeiçoada pela alegria da graça de Deus. Seu nome era Priscila, filha de um senador riquíssimo tinha a nobreza em seu sangue. Isto ocorreu na época do governo do imperador Claudio que foi emitido um édito, conhecido como o mais impiedoso do mundo, uma vez que tinha como propósito sacrificar os cristãos aos deuses no templo do deus Apoio.

A jovem Priscila era apenas uma criança na época, tinha 11 aninhos, ela foi detida enquanto orava na igreja e trazida para ser sacrificada aos deuses. Todavia, ela foi relutante e não aceitou ser sacrificada ao deus pagão. A delicada criança adornada com a graça de Deus e a pureza moral, foi perseverante na graça de Deus, pois, enfrentou aos terríveis açoites que enfrentou, dentre eles diversos pancadas no rosto, despida e surrada com chicote, foi presa, teve o corpo rasgado com ganchos de ferros afiados, foi introduzida na arena para ser devorada por leões, enfim, a pequena Priscila foi atormentada com as mais terríveis formas de tortura por amor a Cristo. Por fim, ela carregou em seu corpinho as marcas de Cristo e sem hesitação ela foi para a morada celestial. A pequena mártir teve sua vida ceifada pela espada. “Naquele instante, ouviu-se uma voz do céu: — Porque lutaste pelo meu nome, Priscila, entra no reino do céu, com todos os meus santos encontrar com seu Pai crendo que até mesmo na morte há alegria”. (P.150 Os Mártires do Coliseu, A. J. O’Reilly)

“Pai, desejo conhecer-te, mas meu coração covarde teme desistir de seus brinquedos. Não posso abrir mão deles sem sangrar por dentro, e não procuro esconder de ti o terror da separação. Venho tremendo, mas venho. Por favor, extirpa do meu coração todas aquelas coisas que estou amando há tanto tempo e que se têm tornando parte integrante deste “viver para mim mesmo”, a fim de que tu possas entrar e habitar ali sem nenhum rival. Então tornarás glorioso o estrado dos teus pés. Meu coração terá mais necessidade da luz do sol, porquanto tu mesmo serás o seu sol iluminador, e ali não haverá mais noite. Em nome de Jesus. Amém.” (À procura de Deus. A. W. Tozer, p.27)


Mysia Rebeca 

4 comentários:

  1. Que benção! Toda segunda esses textos fazem parte do meu devocional. Deus abençoe :D

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    Respostas
    1. Olá, Victória!

      Glórias ao Senhor pela edificação.
      Que Ele continue te edificando em Sua Palavra.

      Abraço

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